Fagulha
Quando tudo
parece morrer,
quando tudo
parece terminar,
surge essa
estranha fagulha,
fazendo nosso
amor incendiar.

Renascendo,
assim, quase do nada,
do sem querer
querendo demais,
dos pequenos
momentos vividos,
que não
esqueceremos jamais.

Brota de nossas
almas sofridas,
cansadas de
tanta dor,
tentando
amenizar as feridas,
às custas
desse novo amor.

Faz
sentimentos, já esquecidos,
ressurgirem
fortalecidos,
a cada pequeno
reencontro
que porventura
acontece.

Faz as
emoções voltarem fortes,
na mesma
intensidade de outrora
provando que
dentro do peito,
escondido, esse
amor ainda mora.

Mora, nesse
nosso peito desastrado,
que se
atrapalha feito criança,
diante desse
amor inusitado.
Que não sabe
decidir
entre o sim e o
não,
deixando
enfraquecer
lentamente,
essa paixão.

E, quando tudo
parece morrer,
quando tudo
parece terminar,
surge essa
estranha fagulha,
fazendo nosso
amor incendiar.
Silvia Munhoz
10/08/2000
